Os países que integram o projeto internacional de fusão nuclear Iter (Reator Termonuclear Experimental Internacional) concordaram, nesta quarta-feira (28), em realizar um investimento de cerca de US$ 21 bilhões para gerar energia limpa e barata até 2027.
O objetivo do reator, que será construído desde 2007 na cidade de Cadarache, no sul da França, é criar o maior reator de fusão nuclear do mundo, com a capacidade inédita de produzir mais energia do que consome, reproduzindo na Terra as reações nucleares que ocorrem no Sol.
O reator será capaz de gerar, com 50 megawatts (MW) de energia iniciais, 500 MW. Até o momento, foi realizada apenas a terraplanagem do terreno de 42 hectares (o equivalente a cerca de 42 campos do tamanho do Maracanã) que irá abrigar o projeto.
No centro da planície atualmente deserta, será construído o gigantesco reator Tokomak, dentro de um prédio de 57 metros de altura, com outros quatro andares subterrâneos. O custo do projeto triplicou de orçamento nos últimos anos e é considerado um dos experimentos científicos mais ambiciosos do planeta.
A UE, responsável por 45% da conta do Iter, decidiu limitar a sua participação a US$ 6,6 bilhões, um corte de 9% em relação ao anteriormente previsto. Na administração anterior, as estimativas de custo do Iter saltaram de 5 milhões de euros para cerca de 15 milhões de euros.