Os elevados índices de casos de câncer na população de Caetité, cidade localizada a 770 km de Salvador, e a possibilidade da incidência da doença estar vinculada à exploração de urânio no município fazem parte do relatório produzido pela socióloga, doutora em ética e meio ambiente, Marijane Lisboa. O resultado da pesquisa será entregue à Organização das Nações Unidas (ONU).
O relatório conterá avaliação socioambiental das atividades da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que, há 10 anos, extrai urânio no município para o funcionamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, na Costa Verde do estado Fluminense.
A promotora pública Luciana Khoury informou que, desde 2006, duas ações já foram ajuizadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e outra pelo Ministério Público Federal (MPF), para que o Estado, o município e a INB forneçam água e assistência médica à população.
O diretor de recursos minerais das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) afirmou que "a extração de urânio não traz problema algum".
RM